Quibungo

IMAGEM:

http://acentauric.deviantart.com/art/Quibungo-602842246

RESUMO:

É um personagem de origem africana, mas que teve a base da sua caracterização aqui na Bahia. O mito enquanto na África era representado por hordas de saqueadores que recebiam estes nomes devido a esta práticas. Há também a associação do significado do seu nome sendo referenciado aos lobos. Quando este mito veio para o Brasil junto com os escravos, pouco se perpetuou desse conceito original. Ele teve adaptações e virou um mito da Bahia. Foi um homem que veio para o Brasil como escravo assim como muitos outros africanos. Quando foi escravizado e teve que se juntar a outros na mesma condição, os traficantes logo perceberam que todos o chamavam de Quibungo. Todos estavam certos de que o homem havia morrido naquela noite, mas não foi assim que aconteceu. Ao chegar no cemitério, apenas dois capatazes acompanharam a mulher misteriosa e levaram aquele homem desmaiado até uma cova.

Escrito por Ramon Santos

O projeto Batalha de Mitos é parceria entre Alpha Centauri e Sinergia Games

JUSTIFICATIVA:

O Quibungo é um personagem de origem africana, mas que teve a base da sua caracterização aqui na Bahia. O mito enquanto na África era representado por hordas de saqueadores que recebiam estes nomes devido a esta práticas. Lá há também a associação do significado do seu nome sendo referenciado aos lobos. Quando este mito veio para o Brasil junto com os escravos, pouco se perpetuou desse conceito original. Ele teve adaptações e virou um mito da Bahia. O Quibungo brasileiro teve suas adaptações e praticamente somente no estado da Bahia ele continuou a ser mantido. Por este motivo o mito pode ser considerado de raízes baianas. Por esta assimilação do mito em um dos estados brasileiros de maior relevância cultural e com grandes relacionamentos mantidos até hoje com a África, reforçamos nossa decisão em utilizá-lo como um mito a ser ilustrado e adicionado no projeto. Em muitas pesquisas que realizamos, estávamos buscando por mitos que estivesse diretamente relacionados com os oriás. Mesmo que tenhamos buscado aprofundar as nossas pesquisas, sempre tivemos dificuldade em encontrar estes mitos de relação direta como encontramos em alguns casos com as divindades indígenas. Como estamos em um universo ficcional construindo uma narrativa para um jogo, temos certa flexibilidade para fazer associações que muitas vezes podem inexistir fora desse contexto. Claro que sempre tomamos os devidos cuidados para que não cheguemos a construir conceitos contraditórios ou erradamente divergentes dos sensos comuns admitidos para os personagens com os quais trabalhamos.

Escrito por Ramon Santos

NARRATIVA:

Na narrativa base do projeto Mitos da Terra, o mito será apresentado exatamente em um momento no qual a história se passa neste estado. Há aqui uma nova história que o apresenta e o caracteriza conforme estrutura a ser utilizada neste contexto. O Quibungo tem a seguinte descrição dentro do universo MDT. O Quibungo foi um homem que veio para o Brasil como escravo assim como muitos outros africanos. Quando foi escravizado e teve que se juntar a outros na mesma condição, os traficantes logo perceberam que todos o chamavam por este nome estranho. Como alguns dos navegadores não entendiam aquela palavra e até mesmo menosprezavam a cultura daquele homens, eles simplesmente ignoraram aquela inimizade. Alguns dos outros escravos na verdade havia reconhecido aquele homem como um dos saqueadores de suas aldeias. Pessoas que faziam isto ganhavam o nome de Quibungo e eram vistas como cruéis e negativas. Por muitas vezes os traficantes de escravos tiveram que isolar aquele rapaz, pois os outros escravos sempre que podiam tentavam alguma agressão contra ele. Quando chegou ao Brasil o escravo foi vendido para uma fazenda do recôncavo baiano a um custo muito baixo, pois já estava bastante enfraquecido e com machucados nas costas formando um traço vertical que era bastante profundo mostrando até os ossos. Ao chegar na fazenda ainda havia algumas pessoas que foram trazidas com aquele homem e logo a noticia de que era um saqueador foi espalhada. Ainda na primeira noite na senzala já tentaram mais uma vez da cabo dele e se não fossem os capatazes os outros escravos teriam feito isso. Resgataram ele muito machucado e com as costas em carne viva. Foi neste momento que uma mulher que estava com os capatazes pediu que levassem ele daquele lugar para o cemitério. Todos estavam certos de que o homem havia morrido naquela noite, mas não foi assim que aconteceu. Ao chegar no cemitério, apenas dois capatazes acompanharam a mulher misteriosa e levaram aquele homem desmaiado até uma cova. Quando iriam jogá-lo, ela pediu um instante e começou a fazer alguns encantamentos sobre o corpo dele. Somente após isto então ele foi jogado na cova e os capatazes cobriram ele de terra. Os três que ali estavam então foram embora. Já era tarde da noite e havia passado bastante tempo desde o enterro daquele homem. Depois de tudo ter se acalmado se ouviu o som de uma fera que uivava bastante alto na região do cemitério. Ninguém teve coragem de sair de suas casas para ver do que se tratava, mas muitos diziam que as trevas vieram buscar aquele homem amaldiçoado. Apenas a mulher sabia o que de fato aconteceu e ela foi a única que sorria enquanto que os demais tremiam de medo. Seu encantamento deu certo e aquele homem se transformou no atualmente conhecido Quibungo. A fera desorientada se perdeu pela floresta e a mulher sabia que os guardiões que lá estavam logo a capturariam. Então no dia seguinte ela chamou vários capangas para procurar a criatura, mas não a encontraram. Enquanto caminhavam de volta na floresta perceberam um senhor maltrapido que carregava um saco nas costas com algumas folhas dentro dele. A mulher então orientou a todos que o ajudasse e disse que cuidaria daquele senhor doente a partir daquele dia. Em verdade era o Quibungo e ele usava aquele saco para cobrir suas costas machucadas. Ele havia se transformado na criatura apenas para que pudesse sair da cova onde estava. A mulher escondeu de todos a verdadeira identidade daquele senhor e fez um pacto com ele para que a servisse. Dessa forma sempre que algum escravo fugisse, ou qualquer um dos seus filhos, ela permitiria que ele se transformasse novamente e se vingasse daqueles que o feriram. A partir desse dia, sempre que alguém desaparecia havia relatos da presença dessa criatura devastadora. A fazenda ficou rodeada de medo pela possibilidade de se deparar com a fera enquanto estivesse na mata. Alguns que retornaram da tentativa frustada de fuga sempre descreviam a fera como algo muito terrível. Diziam que se tratava de um animal medonho do tamanho de um rinoceronte, mas com a aparência de um lobo. A criatura tinha uma boca enorme nas costas por onde devorava as pessoas. Ela fazia isso com ainda mais facilidade quando eram crianças as suas vitimas. Foi desta forma que a lenda do Quibungo se perpetuou naquela região.

Escrito por Ramon Santos

CARACTERÍSTICAS:

Tentaremos manter nesta ilustração algumas características gerais já estabelecidas do Quibungo, mas assim como nos demais faremos algumas adaptações. Representaremos a criatura como um ser que passar por metamorfose, que é homem mas tem a capacidade de se transformar em animal. Utilizaremos a representação africana onde esse nome é utilizado para representar saqueadores e tem significado relacionado com a palavra lobo. A partir disto representaremos um Quibungo lobo. Sua pele deverá lembrar a pela humana e não a pele do animal, apenas em alguns pontos como a boca nas costas e a face deverá possuir pelos animais. A criatura deverá ter muitos músculos e características de uma enorme fera. O ambiente da ilustração deverá estar relacionado com uma passagem do enredo em que o Zaki o encontra no momento em que irá devorar uma criança. Mais informações sobre os acontecimentos em torno desse momento serão explicados.

Escrito por Ramon Santos

REFERÊNCIAS:

https://www.youtube.com/watch?v=5xvbyULf7kE
https://www.youtube.com/watch?v=FI-dwHTtZMM
http://sitededicas.ne10.uol.com.br/folclore_quibungo.htm
http://www.sohistoria.com.br/lendasemitos/quibungo/
http://www.marcosgeograficos.org.br/pdf/html.php?id=137

LIVROS:

MODESTO, Luíz Antônio. O Livro da Nação Espírita – Orixás. São Paulo: Editora do Autor, 2013. p. 130-132.

LINKS:

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